Quando ainda somos pequenos, passamos a infância vendo nossos pais trabalharem para dar o sustento à família. Deixar, muitas vezes, o convívio familiar em prol do sustento da casa e das responsabilidades com nossa educação, saúde e lazer. No meu caso, pude presenciar desde criança a prestação de serviço intensa do pai com sua pequena empresa.
Isto implica em algumas horas extras de trabalho, sobrecarga de atividades, problemas que acabam sendo trazidos para dentro dos lares causando alguns conflitos familiares.
Demorou, mas foi fácil de entender que a vida útil das pequenas empresas duram através do empenho dos seus futuros herdeiros, divididos conforme aptidão. No nosso caso a prestação de serviço era na área da saúde, uma casa de repouso para idosos. O irmão mais velho seguiu a trajetória do pai, medicina em geriatria, o irmão mais novo decidiu advogar, e eu já tinha optado pela administração de empresas, talvez com a vocação maior pelo empreendedorismo. Estava formada a sociedade, irmãos com características parecidas, mas cada um com sua especialidade.
Será que vale a pena? A sucessão familiar nos negócios nem sempre dão certo, já que nem todos têm o desejo ou esperança de seguir o caminho e os negócios dos pais. Prejuízo, interferência familiar, brigas entre irmãos ou até mesmo a falência. Será que o caminho a seguir era o ideal?
Hoje podemos dizer que o caminho está sendo construído de maneira animadora. A sucessão familiar foi feita e os três “irmãos-amigos-sócios” estão atuando de maneira intensa. Atualmente em fase de crescimento, com uma filial aberta e o dobro de funcionários empenhados e motivados, motivo de orgulho e satisfação pessoal para os pais, que querem o sucesso dos filhos, ainda mais seguindo os passos que ele mesmo ensinou.
Entre erros e acertos o trabalho é feito respeitosamente. A dificuldade de assumir grandes responsabilidades é enorme, mas a vontade de crescer consegue superar qualquer dúvida. Amizade, laços afetivos, união familiar ajudam muito, mas o lado profissional não pode ter interferências, portanto respeitar opiniões, ouvir conselhos, e principalmente aceitar as críticas tem que fazer parte da rotina. Cada um com seu perfil dentro da sua área de atuação, servindo a empresa, e não trabalhando em prol da família.
Hoje tenho certeza que suceder a empresa dos pais foi à decisão correta, trabalhar com alegria e motivação no empreendimento familiar não tem preço nenhum que pague.
Texto enviado por André Mosca, "um grande amigo que viu no Empreendedorismo uma diretriz profissional" www.cgmm.com.br

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